Vídeo Endoscopia

Vídeo Endoscopia

Endoscopia Ginecológica
• Videolaparoscopia
São cirurgias realizadas na cavidade abdominal, através de mini-incisões (0,5 e 1 cm), utilizando material cirúrgico especial e um sistema vídeo endoscópico constituído de uma micro-câmera, processadora de imagem, monitor, videocassete e insuflador eletrônico de gás.

• Video-Histerectomia
A video-histerectomia (retirada do útero por vídeo) se dá com apenas três pequenos cortes (um de 1cm e dois de 0,5cm), por onde são colocados a câmera e os instrumentos de trabalho. O útero é solto e então retirado por via vaginal. Nesse procedimento cirúrgico, se o cirurgião julgou necessário, poderá fazer também a
correção de outros eventuais problemas associados como:
» Perda de urina;
» Correção de ruptura vaginal pós-parto;
» Plástica vaginal.

• Sinéquias
As sinéquias, também chamadas de aderências, ocorrem quando dois pontos dentro da cavidade uterina se unem de maneira permanente, alterando a anatomia normal dessa cavidade. Geralmente, são causadas por traumatismos como os gerados por curetagens pós-aborto ou pós-parto; porém, qualquer manipulação da cavidade uterina pode dar origem a essa patologia.

A presença dessas aderências dentro do útero pode levar a algumas complicações obstétricas, além de alterações no ciclo menstrual e infertilidade.
O tratamento é sempre cirúrgico e visa restabelecer a normalidade da cavidade uterina, tornando novamente o fluxo menstrual fisiológico e restabelecendo a fertilidade.

• Pólipo
Os pólipos uterinos são tumores normalmente benignos que podem estar localizados no colo do útero ou no endométrio (camada interna uterina). Tem etiologia desconhecida e admite-se que lesões traumáticas, inflamatórias hormonais (estrógenos), são agentes desencadeantes.

Tem sua maior incidência a partir dos 40 anos. Sangram com facilidade, pois são muito vascularizados. Podem ser causa de infertilidade provavelmente por um mecanismo semelhante ao DIU, impedindo a migração dos espermatozoides até a tuba uterina. E também pode dificultar a implantação do embrião na cavidade.
A histeroscopia tem papel fundamental, sendo um método diagnóstico e terapêutico. Pode ser seguida da histeroscopia cirúrgica, realizada através do colo uterino, não tendo cortes nem pontos, sendo um procedimento rápido e seguro.

• Patologia ovariana
Os tumores benignos mais comuns são os cistos adenomas serosos ou mucinosos e os teratomas. Ambos precisam ser tratados cirurgicamente. Já os tumores malignos têm maior incidência após os 40 anos e o tratamento varia de acordo com o estágio da doença. O principal método para diagnosticar os tumores ovarianos é a ecografia transvaginal. A tomografia computadorizada e a ressonância magnética também podem auxiliar no diagnóstico, mas não apresentam grandes vantagens em relação à ecografia tradicional.

Nos casos em que se confirma malignidade, pode ser necessária uma complementação do tratamento, tanto por cirurgia aberta (convencional) como através de medicamentos quimioterápicos.

• Miomas
Miomas são os tumores benignos (não cancerosos) mais comuns do trato genital feminino. Se desenvolvem na parede muscular do útero. Embora nem sempre causem sintomas, seu tamanho e localização podem causar problemas em algumas mulheres como, por exemplo, sangramento ginecológico importante e dor em baixo ventre. Não são todas as pacientes que precisam de tratamento, somente aquelas que apresentam sintomas como sangramento e dor, nos casos em que o mioma seja causador de infertilidade ou aborto e ainda quando os miomas são muito grandes e comprimem os órgãos vizinhos.

A miomectomia é um tratamento conservador onde é retirado somente o mioma com preservação do útero. Quando realizada por videolaparoscopia, providencia à paciente melhores condições de pós-operatório e recuperação cirúrgica. Com essa técnica, há um risco menor de formação de aderências pélvicas, que são também as causas de dores e infertilidade.

• Histerectomia
Histerectomia é a remoção cirúrgica do útero. Ela está indicada quando os sintomas resultantes de problemas uterinos, como sangramento excessivo ou dor, não respondem ao tratamento com medicamentos. As indicações mais comuns são: adenomiose, miomatose uterina múltipla e sangrante, hiperplasias atípicas do endométrio, câncer de endométrio e de colo do útero em estágio iniciais. Com a inovação tecnológica, o advento da cirurgia por vídeo e as técnicas de reprodução
assistida, o desejo de preservação do útero tornou a histerectomia o último recurso para tratamento de certas patologias, que antes a tinham como primeira escolha.

• Endometriose
Endometriose é uma doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e que consiste na presença de endométrio em locais fora do útero. Endométrio é a camada interna do útero que é renovada mensalmente pela menstruação. Os locais mais comuns da endometriose são: Fundo de Saco de Douglas (atrás do útero), septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto), trompas, ovários, superfície do reto, ligamentos do útero, bexiga, e parede da pélvis

A principal causa é que, durante a menstruação, células do endométrio (camada interna do útero) sejam enviadas pelas trompas para dentro do abdômen. Há evidências que sugerem ser uma doença genética. Outras sugerem ser uma doença do sistema de defesa.

• Ablação
A ablação endometrial (revestimento interno do útero) é a retirada total ou parcial do endométrio funcional, camada basal e parte do miométrio (camada muscular do útero). Quando realizada por meio da vídeo histeroscopia, pode ser chamada de endometrectomia ou ressecção cirúrgica do endométrio.

É realizada em centro cirúrgico sob anestesia. Tem duração variável de acordo com a experiência do cirurgião e os fragmentos retirados são enviados para análise
anatomopatológica. Sua principal indicação é o sangramento uterino anormal refratário ao tratamento clínico.

Mulheres com sangramento transvaginal irregular que apresentam comprometimento hematológico (anemia) e uma melhora rápida do sangramento com uso de medicações hormonais podem ser beneficiadas pelo método.