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Junho: Mês Mundial de Conscientização da Infertilidade

Autor: INSTITUTO VERHUM

A infertilidade é caracterizada pela ausência de gravidez em um casal com vida sexual ativa e que não usa medidas anticonceptivas por um período de um ou mais anos.

Segundo dados do IBGE, as mulheres brasileiras estão tendo filhos cada vez mais tarde. A opção por adiar a maternidade, seja para investir na sua formação acadêmica e na carreira profissional ou até mesmo porque ainda não encontrou o parceiro ideal, é uma realidade atual e faz com que muitas mulheres tenham que buscar ajuda médica especializada no momento em que resolvem ter filhos, já que a fertilidade feminina entra em declínio com a idade. “A mulher que pretende adiar sua maternidade deve dobrar a atenção para os cuidados com a sua saúde e sua condição de fertilidade”, explica o ginecologista Vinicius Medina Lopes, especialista em Reprodução Humana e diretor do Instituto Verhum.

“A mulher moderna conquistou seu lugar no mercado de trabalho e, muitas vezes, assume o papel de chefe de família e adia a maternidade para uma fase da vida quando sua fertilidade já está em declínio”, ressalta Jean Pierre Barguil Brasileiro, especialista em Reprodução Humana e também diretor do Instituo Verhum.

Além da idade, outros fatores podem desencadear a infertilidade na mulher. As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s), os distúrbios hormonais, obstrução nas trompas, problemas de malformação ou tumores no útero, endometriose e ovários policísticos são algumas das principais causas de infertilidade feminina.

Infertilidade masculina

Ao contrário da mulher, que tem sua capacidade reprodutiva reduzida consideravelmente a partir dos 35 anos, a idade do homem não afeta tanto sua capacidade de ter filhos e ele consegue ser pai mesmo em idade mais avançada, mas vários outros fatores podem comprometer a fertilidade masculina. O homem divide igualmente com a mulher a responsabilidade pela gravidez que não vem. As mulheres são responsáveis por 40% dos casos de infertilidade, os homens têm responsabilidade em 40% também e os 20% restantes resultam de causas desconhecidas ou de causas associadas aos dois sexos.

A varicocele (varizes na bolsa escrotal) é uma das causas mais comuns da infertilidade masculina e consiste na dilatação anormal das veias que drenam o sangue na região dos testículos. A baixa produção de espermatozoides pelo testículo, causada por alterações hormonais, a mobilidade dos espermatozoides e a qualidade do sêmen são alguns dos fatores que influenciam na fertilidade masculina. Há também causas genéticas em pacientes que não têm espermatozoides (azoospermia) ou que apresentam uma concentração inferior a cinco milhões de espermatozoides por mililitro de sêmen (oligozoospermia severa).

Gravidez cada vez mais tarde

De acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de mulheres que se tornam mães na faixa entre 30 e 39 anos aumentou de 22,5%, em 2005, para 30,8%, em 2015. Já o grupo de mães mais jovens apresentou uma redução. No mesmo período, o número de mães mais jovens – entre os 20 e 24 anos de idade – caiu de 30,9% para 25,1%.
Como aumentar as chances de uma gravidez natural

“Ter uma vida sexual saudável com uma frequência de três relações por semana, evitar o uso de certos lubrificantes vaginais (algumas substâncias podem prejudicar a motilidade dos espermatozoides), saber o período fértil, controlar o estresse e a ansiedade, evitar bebidas alcoólicas em excesso e não fumar são algumas das recomendações para otimizar a fertilidade e aumentar as chances de uma gravidez natural,” declara o médico Vinicius Medina Lopes.

O especialista também chama a atenção para o excesso de peso: “A obesidade pode causar alterações hormonais que prejudicam a ovulação e a produção de espermatozoides, além disso pode ser um fator de risco para o abortamento e para o parto pré-maturo e outras complicações durante uma gravidez”. Na mulher, a magreza excessiva também pode comprometer a fertilidade, pois afeta a produção de estrogênio. “Manter-se no peso adequado é o ideal para a saúde reprodutiva”, lembra.

Praticar o sexo seguro também é fundamental na prevenção de infertilidade. “As Doenças Sexualmente Transmissíveis podem comprometer o aparelho reprodutor e afetar a fertilidade do homem e da mulher”, esclarece Jean Pierre Barguil Brasileiro.

 

Fonte: Portal NBN Brasil

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