TRABALHOS CIENTÍFICOS REALIZADOS PELA EQUIPE DO INSTITUTO VERHUM

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Aborto espontâneo recorrente será discutido em congresso científico em Brasília

Data: 11/11/2015
Autor: Vinicius Medina Lopes

Assunto será tema de conferência do especialista Vinicius Lopes, no dia 13 de novembro, durante o 56º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia. O abortamento espontâneo recorrente acomete um milhão de casais por ano no Brasil

Ter uma gravidez tranquila, saudável e sem contratempos é o desejo dos casais que esperam um bebê, mas alguns deles são obrigados a enfrentar um problema muito mais comum do que se imagina: o abortamento espontâneo recorrente. De acordo com a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, entre 15% e 25% das mulheres em idade fértil vão ter pelo menos uma perda gestacional e 5% delas terão duas. Cinquenta por cento das perdas não têm causas definidas. O assunto será tema da aula que o ginecologista, especialista em reprodução humana e diretor do Instituto Verhum, Vinicius Medina Lopes, ministrará no dia 13 de novembro durante o 56º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia (CBGO). O evento será realizado de 12 a 15 de novembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
O aborto espontâneo é caracterizado por uma gravidez interrompida por causas naturais antes de completar vinte semanas de gestação. O especialista Vinicius Medina Lopes explica que o abortamento espontâneo recorrente, também conhecido como abortamento habitual ou de repetição, acontece quando há duas ou mais perdas gestacionais espontâneas e consecutivas antes da vigésima semana de gravidez. Esta patologia acomete 2 a 3% das mulheres que engravidam causando grande sofrimento, constrangimento e impacto emocional para elas, seus parceiros e familiares e, muitas vezes, efeitos devastadores na vida do casal. Febre, sangramento vaginal, dor abdominal intensa e calafrios são alguns dos sintomas que podem sinalizar a perda do bebê. Quando uma grávida sente qualquer um desses sintomas, deve consultar imediatamente seu médico.

No Brasil, estima-se que por ano um milhão de casais percam seus bebês por conta de abortamentos espontâneos. “Alterações imunológicas, malformações uterinas e outros problemas anatômicos, distúrbios hormonais, fatores genéticos (anomalias cromossômicas no casal), infecções, obesidade, doenças crônicas da mãe, como diabetes não controlada e hipertensão, e o uso de drogas podem ser responsáveis pelo abortamento recorrente. Em boa parte dos casos, as perdas gestacionais sucessivas são multifatoriais, mas em 50% dos casais não é possível definir as causas”, esclarece o médico. Além desses fatores, a trombofilia adquirida e hereditária também é uma causa de abortamentos e outras complicações na gravidez, como a hipertensão gestacional e o parto prematuro.

Além dos danos emocionais, os abortamentos de repetição repercutem também na vida financeira de muitos casais. Eles passam a viver na expectativa de ter um diagnóstico que identifique o que causa as perdas gestacionais, possibilite o tratamento e garanta uma futura gravidez saudável, que evolua normalmente até o parto, o que, muitas vezes, leva tempo, gera muita ansiedade e conflitos e exige investimento. O número de abortamentos prévios e a idade da mulher aumentam o risco de novas perdas. As mulheres com mais de 35 anos de idade já têm fator de risco aumentado. “A possibilidade de perda gestacional aumenta progressivamente em mulheres que já tiveram outras gestações interrompidas por causas naturais”, diz o médico.

O tratamento com progesterona, o suporte emocional e a adoção de hábitos de vida saudáveis (manter-se no peso adequado, não fumar, não consumir álcool e drogas ilícitas) são algumas das recomendações dos especialistas.

O tipo de tratamento indicado dependerá das possíveis causas do problema. Segundo dados da FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), quando o diagnóstico e tratamento são realizados de forma adequada, 84% dos casais conseguem se tornar pais após duas perdas consecutivas.

 

Fonte: JorNow – A notícia agora” http://www.jornow.com.br/jornow/noticia.php?idempresa=2103&num_release=165181&ori=H

UMA PERGUNTA NECESSÁRIA APÓS A RESOLUÇÃO DO CFM Nº 2.013/13: QUAL O MELHOR DIA PARA TRANSFERÊNCIA DE DOIS EMBRIÕES EM RECEPTORAS?

Data: 31/08/2015
Autor: Vinicius Medina Lopes, Eliane Duarte, Mariana Fonseca Roller, Aluisio Mendes da Rocha Filho, Jean Pierre Barguil Brasileiro, Joaquim Roberto Costa Lopes

17º Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida – 2013

Introdução: Ao revogar a Resolução nº 1.957/10 substituindo-a pela Resolução nº 2013/13 em abril deste ano, o CFM introduziu, entre outras, normatização da idade limite para doação de gametas de 35 anos para a mulher, com consequente limite do número máximo de até 2 embriões a serem transferidos para potenciais receptoras. Dentro deste cenário, buscamos verificar o impacto do dia de transferência do(s) embrião(oes) sobre os índices de gravidez das receptoras de óvulos frescos. Em ciclos autólogos de FIV/ICSI, há grande variação das taxas de gravidez obtidas entre o terceiro e quinto dia de transferência do embrião.

Objetivo: Comparar índices de gravidez em receptoras de óvulos frescos, submetidas a FIV/ICSI, de acordo com o dia da transferência de dois embriões no terceiro, quarto ou quinto dia após a captação oocitária da doadora.

Material e Métodos: A população do estudo se compõe de todas as receptoras de doação compartilhada de óvulos tratadas no período de janeiro/2010 a março/2013 (n=50), que tiveram apenas dois embriões frescos transferidos. Os critérios de seleção das doadoras incluíram: idade (18-33 anos), FSH basal <10 UI/L, ecografia basal >10 folículos antrais. Os critérios de seleção das receptoras incluíram: ausência de fator masculino grave associado. Utilizou-se bloqueio hipofisário com agonista do GnRH, na fase lútea média, em todas as receptoras com função ovariana normal. O preparo endometrial das receptoras foi realizado com valerato de estradiol em doses crescentes, desde o início de estímulo das doadoras. O apoio luteal com progesterona vaginal 600mg/dia foi iniciado no dia da captação dos óvulos da doadora. O dia da transferência embrionária foi decidido de acordo com a preferência/conveniência do médico assistente. As receptoras foram categorizadas em: Grupo A- transferências realizadas no terceiro dia após captação oocitária (n=11); Grupo B- transferências realizadas no quarto dia (n=23) e Grupo C- transferências realizadas no quinto dia (n=16).  As variáveis potencialmente determinantes do resultado incluíram: idade das receptoras, nº de oócitos M2 inseminados, espessura endometrial, embriões vitrificados e índices de gestação evolutiva (presença de BCF) foram analisadas utilizando-se o Statistical Package for Social Sciences (SPSS, versão 20.0), através do teste t de Student e respectivos intervalos de confiança de 95% para variáveis contínuas, teste de qui-quadrado de Pearson para variáveis categóricas, e teste Z de tendência com correspondente valor de p para estabelecimento de significância estatística se <0,05.

Resultados: Não houve diferença estatística para média de idade, espessura endometrial e número de oócitos M2 injetados entre os 3 grupos. Houve maior número, com diferença estatística, de embriões vitrificados para o Grupo B (2,7 -IC 95%: 1,7-3,6) em relação aos Grupo B (1,5 – IC 95%: 0-3,0).  e Grupo C (1,0 – IC 95%:0,1-1,6). Apesar de nítida tendência de aumento nos índices de gestação evolutiva em relação ao dia de transfêrencia, estas diferenças não foram estatisticamente significativas.

Conclusão: A transferência embrionária para receptoras de óvulos, no quinto dia após captação ovular (blastocisto) conferiu maiores taxas de gestação em relação a transferência de terceiro e quarto dia, porém para verificarmos se esta diferença é estatísticamente significativa precisaríamos ampliar o número de pacientes para, pelo menos, 110.

PREVALÊNCIA DE INFECÇÃO POR CHLAMYDIA TRACHOMATIS EM PACIENTES SUBMETIDAS À FERTILIZAÇÃO IN VITRO

Data: 31/08/2015
Autor: Natalia I. Zavattiero Tierno, Vinicius Medina Lopes, Mariana Fonseca Roller, Jean Pierre Barguil Brasileiro, Joaquim Roberto Costa Lopes, Eliane Duarte

17º Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida – 2013

Introdução: A infecção por Chlamydia trachomatis (CT) não consta no rol das doenças sexualmente transmisíveis (DST) de notificação obrigatória no Brasil, assim sua real incidência é desconhecida no nosso meio. A Organização Mundial de Saúde estima que o número anual de casos no Brasil seja de quase 2 milhões. Em ambos os sexos há potencial de infertilidade consequente a infecção por CT, mas a magnitude deste risco é ainda desconhecido. No Brasil, prevalência de 53% foi detectada em população de mulheres inférteis (Manaus 2011) e de 1.1% em candidatas a fertilização in vitro (FIV) (Campinas 2012). A Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA, RDC 23.2011) normatizou triagem para CT para potencial doadores de células e tecidos germinativos. Esta é mais uma razão porque serviços de reprodução assistida incluem testes para CT na investigação de rotina de casais inférteis .

Objetivo: Documentar a prevalência de infecção do trato genital por Chlamydia trachomatis (CT) em candidatas a FIV atendidas em uma clínica privada do Distrito Federal

Material e Métodos: Foram incluídas todas as pacientes com indicação de FIV atendidas no período de 01/2012 a 03/2013. A pesquisa de CT foi realizada por amplificação de DNA  no primeiro jato de urina. Todas as pacientes que apresentaram teste positivo foram tratadas antes da realização da FIV com 1g de azitromicina via oral para o casal. O protocolo do tratamento da infertilidade foi individualizado para cada paciente.  As variáveis estudadas foram idade, fator de infertilidade e taxa de gravidez (βhCG realizado no 14º dia após a transferência embrionária). O tamanho da amostra (n= 155) baseou-se na prevalência de clamídia (11,4%) encontrada entre brasileiras atendidas em uma clínica de planejamento familiar e a análise foi descritiva. Este estudo obteve aprovação do Comitê de Ética da Instituição.

Resultados: Durante o período do estudo, foram indicadas 360 FIVs mas em 16 não se realizou a transferência embrionária, 1 paciente desistiu e para 68 não foi encontrado o resultado do exame. Entre as 292 FIVs avaliadas, a taxa geral de positividade para CT foi de 1,04% (n=3).

Conclusão: A prevalência de CT em pacientes candidatas a FIV em nossa clínica privada corrobora aquela de 1,1% encontrada em uma instituição pública em 2012 (Pantoja et al), sugerindo que, em nosso meio, o rastreio universal não seja custo-efetivo e deva ser restrito a pacientes identificadas como de alto risco.

A CONCENTRAÇÃO SÉRICA DE VITAMINA D INTERFERE NA ESPESSURA ENDOMETRIAL EM CICLOS DE FIV?

Data: 31/08/2015
Autor: A CONCENTRAÇÃO SÉRICA DE VITAMINA D INTERFERE NA ESPESSURA ENDOMETRIAL EM CICLOS DE FIV?

18° Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida – 2014

Objetivo: Avaliar a relação entre a espessura endometrial e a concentração sérica de vitamina D em pacientes submetidas a ciclos de FIV/ICSI.

Material e Métodos: Trata-se de um estudo transversal multicêntrico. Todas as pacientes submetidas à hiperestimulação ovariana controlada (HOC) para captação de óvulos de novembro/2013 a maio/2014, que aceitaram participar do trabalho- aprovado pelos comitês de ética das instituições envolvidas, entraram no estudo. A coleta da amostra de sangue, para dosagem da vitamina D, foi feita no dia da captação dos oócitos. A espessura endometrial foi medida, pela ecografia transvaginal, no dia do “trigger”. Variáveis analisadas: idade, índice de massa corporal (IMC), protocolo de HOC (antagonista ou agonista de GnRH) e dosagem de vitamina D. Utilizamos análises uni e multivariadas para estimativas, brutas e ajustadas, do valor preditivo das variáveis de interesse quanto a espessura endometrial; descrito através do cálculo de odds ratios e respectivos intervalos de confiança de 95% (IC 95%).

Resultados: Foram analisados 241 casos de HOC. A média da espessura endometrial foi de 10,2 (IC 95%:9,5-10,9), 10,4 (IC 95%:9,8-10,9) e 9,7 mm (IC 95%: 9,1-10,2) respectivamente para os casos em que a vitamina D encontrava-se <20 (n=26), 20.0-29.9 (n=92) e ≥30 ng/ml (n=75). A média de idade e IMC foram de 35,6 anos (IC 95%:33,8-37,4) e 23,8 (IC 95%: 22,7-24,9); 36,2 anos  (IC 95%: 35,2-37,2) e 23,9 (IC 95%: 23,2-24,6); e 35,6 anos (IC 95%: 34,5-36,6); e 23,2  (IC 95%: 22,5-24,0) respectivamente para os casos em que a vitamina D encontrava-se <20, 20.0-29.9 e ≥30 ng/ml. Em 164 casos de protocolo com  antagonista de GnRH, a média da vitamina D foi de 28,7 ng/ml (IC 95%: 27,0-30,4). Em 58 casos de protocolo com agonista de GnRH, a média da vitamina D foi de 29,1 ng/ml (IC 95%: 27,0-31,2). Não se observou associação entre a espessura endometrial e a dosagem de vitamina D (OR=0,40; IC 95%:0,10-1,48), mesmo após ajuste por idade, protocolo de estímulo e IMC em análise multivariada (OR=0,39; IC 95%:0,12-1,22).

Conclusões: Em ciclos de FIV, a concentração sérica de vitamina D não influencia na espessura endometrial, independente do tipo de protocolo utilizado, idade ou IMC.

GRAVIDEZ TRIGEMELAR EM FIV: A BUSCA PELA EXTINÇÃO

Data: 31/08/2015
Autor: Vinicius Medina Lopes, Jean Pierre Barguil Brasileiro, Natalia I. Zavattiero Tierno, Mariana Fonseca Roller, Leilane Gabriele Noleto, Joaquim Roberto Costa Lopes

 18° Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida – 2014

Objetivo: Avaliar a taxa de gravidez múltipla nas pacientes submetidas a fertilização “in-vitro” (FIV) e/ou Injeção intra-citoplasmática de espermatozóides (ICSI) em um centro de reprodução assistida no ano de 2013 e compará-la com períodos anteriores.

Material e métodos: Estudo retrospectivo, descritivo, no qual foi analisado o banco de dados da instituição e calculado o número e porcentagens de gestações únicas e múltiplas de 01/01/2013 a 31/12/2013. Estes dados foram comparados com duas publicações anteriores do mesmo centro, em 2005 e 2009. Foram incluídas nos estudos todas as pacientes submetidas a FIV e/ou ICSI  nos períodos analisados. A classificação da gestação em única, gemelar, trigemelar ou quadrigemelar, foi realizada de acordo com o número de fetos com batimentos cardiofetais presentes na ecografia de doze semanas.

Resultados: Na publicação de 2005, de 351 ciclos houve 115 gestações (32,3%), das quais ocorreram 62 únicas (53,9%), 36 gemelares (31,3%), 15 trigemelares (13%) e 2 quadrigemelares (1,7%). Posteriormente, na publicação 2009, 521 ciclos resultaram em 220 gestações (42,4%) sendo 123 únicas  (55,9%),  83 gemelares (37,7%) e 14 trigemelares (6,4%). Dados mais recentes de 2013, evidenciam que 291 transferências resultaram em 88 gestações em curso (30,2%), sendo 59 únicas (67,0%), 28 gemelares (31,8%) e 1 trigemelar (1,1%). Não houve nenhuma gestação quadrigemelar nos dois últimos levantamentos: 2009 e 2013.

Conclusão: Desde estudo realizado em  2005, o reflexo da diminuição do número de embriões transferidos por procedimento, pode ser notado através da redução dos índices de gestação de mais de dois fetos. Ao longo dos anos não houve redução do número de gestações gemelares. Este fato evidencia a necessidade de identificar grupos de risco e de priorizarem-se transferências eletivas de um único embrião em pacientes selecionadas.

O NÚMERO DE OÓCITOS CAPTADOS ESTÁ RELACIONADO COM OS RESULTADOS DA FIV?

Data: 31/08/2015
Autor: Natalia I. Zavattiero Tierno, Vinicius Medina Lopes, Jean Pierre Barguil Brasileiro, Eliane Duarte, Mariana Fonseca Roller, Leilane Gabriele Noleto

18° Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida – 2014

Objetivo: Avaliar a taxa de gestação em curso de acordo com o número de oócitos MII captados.

Material e Métodos: Estudo de coorte retrospectivo (Janeiro a Dezembro/2013) de mulheres ≤35 anos submetidas a fertilização in vitro divididas em dois grupos: Grupo A: 5-9 oócitos MII captados e B:  ≥10. Variáveis estudadas: idade, fator de infertilidade, IMC, duração do estimulo, tipo de bloqueio hipofisário e espessura endometrial. Foi considerado gestação em curso o número de fetos com batimento cárdio-fetais presentes em ultrassom com 12 semanas sobre o número total de transferências realizadas. O pacote estatístico Statatm  (Statacorp, USA) foi utilizado para análises descritivas e cálculo de riscos relativos (RR) e intervalos de confiança de 95% (IC 95%).

Resultados: Foram incluídas 73 pacientes que preencheram todos critérios de elegibilidade sendo 48 no grupo A e 25 no B. No grupo A a média de idade foi de 32,3 anos (IC 95%: 31,4-33,1), IMC 23,4 (IC 95%: 21,8-24,9), espessura endometrial 11,1 mm (IC 95%: 10,5-11,8), duração do estímulo 11,3 dias (IC 95%: 10,7-11,9), duração de uso de agonista 12,3 dias (IC 95%: 11,5-13,1) e de antagonista 10,4 dias (IC 95%: 9,6-11,3) e de número de oócitos MII captados 6,8 (IC 95%: 6,4-7,2). No grupo B  a média de idade foi de 31,8 anos (IC 95%: 30,7-32,8), IMC 23,3 (IC 95%: 20,4-26,3), espessura endometrial 10,0 mm (IC 95%: 9,2-10,9), duração do estímulo 11,5 dias (IC 95%: 11,0-12,1), duração de uso de agonista 11,8 dias (IC 95%: 11,0-12,6), e de antagonista 11,1 dias (IC 95%: 10,1-12,1) e a média de oócitos MII captados foi de 12,7 (IC 95%: 11,3-14,1). A taxa de gravidez em curso foi 41,7% no grupo A e 36,0% no grupo B (p=0.8). Os riscos relativos de ausência de gravidez não diferiram estatisticamente entre os grupos (RR =0,9; IC 95%: 0,5-1,6), mesmo após estratificação por idade, fator de infertilidade, espessura endometrial, tipo e duração de estímulo.

Conclusões: A taxa de gestação em curso não variou de acordo com o número de oócitos MII captados (<10 e ≥10 oócitos) com tendência de melhor resultado no grupo A. Será reavaliado futuramente com maior amostragem.

RESSECÇÃO SEGMENTAR COLORRETAL LAPAROSCÓPICA PARA ENDOMETRIOSE: COMPLICAÇÕES E TAXA DE CONVERSÃO

Data: 31/08/2015
Autor: Jean Pierre Brasileiro; Vinicius Medina Lopes; Leilane Gabriele Noleto; Mariana Fonseca Roller; Valéria Leal Mathias; Aluisio Mendes Da Rocha Filho

47º Congresso de Ginecologia e Obstetrícia do Distrito Federal  – 2014

Objetivo: Avaliar a taxa de complicações e de conversão para laparotomia em pacientes submetidas à videolaparoscopia para ressecção segmentar colorretal por endometriose profunda com comprometimento intestinal, operadas pelo mesmo cirurgião em um período de 05 anos.

Material e Métodos:  Realizada análise retrospectiva de 306 prontuários de pacientes submetidas à videolaparoscopia por endometriose no período entre janeiro de 2009 a dezembro de 2013. Foram avaliados: os achados cirúrgicos de acordo com a localização da endometriose; taxa de conversão cirúrgica para laparotomia;  presença de complicações no pós operatório das pacientes submetidas à ressecção segmentar colorretal e a média de idade das mesmas.

Resultados: Das 306 pacientes, 156 (51%) apresentavam a doença em ovário e peritôneo, 104 (34%) em peritôneo e 46 (15%) em intestino com lesão atingindo a camada muscular e/ou mucosa. Estas últimas foram submetidas a ressecção segmentar colorretal e apresentavam uma média de idade de 33 anos, variando de 25 a 42 anos. Nas cirurgias de ressecção colorretal houveram apenas 02 (4,3%) casos de complicações maiores descritos, tratando-se de um caso de fistula reto vaginal no ano de 2009 e um caso em que houve necessidade de conversão para laparotomia (taxa de conversão de 2,17%) que apresentou deiscência da anastomose no pós operatório com reabordagem cirúrgica para realização de colostomia, no ano de 2010.

Conclusão:  O estudo atual revelou baixa taxa de complicações maiores no pós operatórias quando comparada aos dados da literatura onde foram encontradas taxas variando entre 6,3% (Marpeau et al., 2004) e 12,9 % (Boileau et al., 2012), sendo as mais citadas as fístulas vesicais, intestinais e estenose da anastomose intestinal. Em relação à conversão para laparotomia, a taxa encontrada também apresentou resultado satisfatório quando comparada às relatadas por Darai et al., 2007 e Marpeau et al., 2014 que apresentaram conversão de 7,8% e 12,5% respectivamente. Assim, apesar dos estudos mostrarem um maior potencial de morbidade na cirurgia de resseção segmentar colorretal por endometriose, os resultados encontrados no atual estudo tem mostrado que a endometriose intestinal pode ser abordada com sucesso e está associada a baixas taxas de complicação e morbidade.

INCIDÊNCIA DE MALIGNIDADE EM PÓLIPOS ENDOMETRIAIS

Data: 31/08/2015
Autor: Mariana Fonseca Roller; Vinicius Medina Lopes; Jean Pierre Brasileiro; Leilane Gabriele Noleto; Valéria Leal Mathias; Natália Ivet Zavattiero Tierno

47º Congresso de Ginecologia e Obstetrícia do Distrito Federal  – 2014

Objetivo: Analisar a incidência de lesões malignas e pré malignas em material de biópsia obtido de pacientes submetidas à polipectomia histeroscópica.

Material e Métodos: Realizada análise de 614 prontuários de pacientes com pólipo endometrial visualizado por histeroscopia.  Todas as pacientes foram submetidas à polipectomia com biópsia de endometrio por histeroscopia cirúrgica no período compreendido entre 2009 a 2013. Foram avaliados: concomitância de pólipos endometriais e endocervicais, incidência de alterações malignas e pré malignas nos pólipos e média de idade nas pacientes com resultado histopatológico alterado.

Resultados: De um total de 614 histeroscopias para polipectomia, em 513 (83,55%) encontrou-se apenas pólipo endometrial e em 101 (16,45%) houve concomitância de pólipo endocervical. Em 600 casos (97,7%) a histologia evidenciou alterações benignas e em 14 (2,3%) pacientes o resultado apresentou lesões malignas ou pré malignas. Destas, 03(0,48%) correspondiam à pólipos com hiperplasia simples ou complexa com atipia, 07 (1,14%) biópsias evidenciaram pólipos neoplásicos com endométrio atrófico e em 03 (0,48%) casos evidenciou-se doença concomitante no pólipo e no endométrio adjacente. Em 01 (0,16%) caso houve presença de pólipo benigno e câncer no endométrio adjacente. Todos os pólipos endocervicais foram benignos. A média de idade das pacientes com exame histopatológico alterado foi de 56 anos (variando de 33 a 79 anos).

Conclusão: Nesta análise, a incidência encontrada de malignidade restrita ao pólipo endometrial foi de 1,14%, dado este concordante com a literatura, onde há relatos de incidência de tumores malignos confinados a pólipos endometriais variando de 0 a 4,8%, na dependência dos critérios de seleção das pacientes e do método utilizado para fazer o diagnóstico (Haimov-Kochman et al., 2009).

PREVALÊNCIA DOS FATORES DE INFERTILIDADE EM PACIENTES SUBMETIDAS À FERTILIZAÇÃO IN VITRO

Data: 31/08/2015
Autor: Leilane Gabriele Noleto; Vinicius Medina Lopes; Jean Pierre Brasileiro; Mariana Fonseca Roller; Aluisio Mendes Da Rocha Filho; Natália Ivet Zavattiero Tierno.

47º Congresso de Ginecologia e Obstetrícia do Distrito Federal – 2014

Objetivo: Avaliar os fatores de infertilidade dos casais submetidos à fertilização in vitro (FIV) em uma clínica particular de Brasília-DF, no período de 01 ano.

Material e Métodos: Foi realizado estudo retrospectivo e descritivo, cujos dados foram obtidos de 344 prontuários de pacientes submetidas à FIV entre janeiro e dezembro de 2013. A classificação da etiologia da infertilidade foi baseada nos critérios listados a seguir: 1) Fator masculino – sêmen com padrão anormal em pelo menos duas ocasiões (OMS, 2010). 2) Fator ovulatório – (A) Baixa reserva ovariana: contagem de folículos antrais abaixo de onze na ultrassonografia transvaginal, entre o 2º e 5º dia do ciclo menstrual (ASRM, 2012); (B) Síndrome de ovários policísticos (SOP): diagnosticada segundo Consenso de Rotterdam 2004/Revisão de 2012. 3) Fator tubo-peritoneal – história de laqueadura tubária;  evidência de obstrução tubária ou de aderências tubo-peritoneais  em histerossalpingografia ou videolaparoscopia. 4) Endometriose – diagnóstico confirmado por ressonância magnética; ultrassonografia para rastreio de endometriose; videolaparoscopia; ou pelo menos duas ecografias transvaginais, com intervalo maior que trinta dias entre elas apresentando imagem de cistos ovarianos sugestivos de endometriomas. 5) Múltiplos – associação de mais de um fator. 6) Infertilidade sem causa aparente (ISCA) – sem evidência de quaisquer dos fatores acima. 7) Outros – quando o fator de infertilidade não se enquadrava em nenhum dos critérios acima.

Resultados: O principal fator de infertilidade foi o masculino (30,80%), seguido pelo ovulatório (18,30%) – destes, 13,65% dos casos foi classificado como baixa reserva ovariana e 4,65% como SOP. ISCA correspondeu a 16,56% das causas de infertilidade e tubo peritoneal/endometriose a 18,01% – sendo o tubo-peritoneal responsável por 10,46% dos casos de infertilidade e endometriose por 7,55%. Outras causas de infertilidade estiveram presentes em 2,03% dos casais. Em 12,20% dos casais encontrou-se associação de mais de um fator (múltiplos).

Conclusão: Nesta amostra, o fator de infertilidade mais prevalente foi o masculino, com uma taxa próxima à referida pela Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM, 2004), que é de 35%.

TAXA DE BLASTULAÇÃO DE OÓCITOS MI AMADURECIDOS E INJETADOS EM D +1

Data: 31/08/2015
Autor: Vinicius Medina Lopes, Natalia I. Zavattiero Tierno, Joaquim Roberto Costa Lopes, Mariana Fonseca Roller, Ana Carolina Franco Finotti Carneiro, Jean Pierre Barguil Brasileiro

19° Congresso Brasileiro De Reprodução Assistida – 2015

Intodução: Sabe-se que atualmente o descarte de oócitos em metáfase I (MI) captados em ciclos de fertilização in vitro (FIV) é prática comum em grande parte das clínicas de reprodução assistida. Aproximadamente 15% de todos os oócitos avaliados previamente à injeção intra-citoplasmática de espermatozóide (ICSI) estão em estágio de MI. Frequentemente, estes oócitos atingem fase de metáfase II (MII) espontaneamente após algumas horas de cultura, e, apesar de menor taxa de fertilização, a injeção de oócitos maturados in vitro pode resultar em embriões com capacidade de implantação, podendo ser uma boa alternativa para aumentar o número de oócitos disponíveis para ICSI.

Objetivo: Avaliar os resultados após ICSI utilizando oócitos MI que atingiram estágio MII e foram injetados no dia seguinte à captação.

Material e Métodos: Estudo de coorte retrospectivo (janeiro de 2014-abril de 2015) de mulheres ≤ 35 anos, submetidas à ICSI. Fatores de exclusão: fator masculino grave (<1×106/ml) e pacientes com baixa resposta (<5 oócitos MII captados). Os oócitos MI captados foram encubados em meio de cultivo G1 plus ou global até o dia seguinte, quando foram injetados se atingiram maturidade. Os embriões resultantes foram cultivados até o sexto dia pós captação. Os dados foram analisados pelo Excel.

Resultados: Das 63 captações elegíveis, a média de oócitos MI obtidos por captação foi de 3,1 (197/63). Dentre os 197 MI captados, 146 (74,1%) atingiram o estágio de M2 no dia seguinte, 58,9% (86/146) fertilizaram, 58,2% clivaram (85/146) e 16,4% (24/146) tornaram-se blastocistos. A taxa de blastulação, definida pela razão entre números de blastocistos e número de oócitos amadurecidos clivados, foi de 28,2% (24/85).

Conclusões: Mesmos utilizando meios de cultivo embrionário não específicos para maturação oocitária in vitro essa estratégia de inseminação em D+1 pode resultar em melhor aproveitamento dos oócitos em ciclos de ICSI. Assim sendo, vale a pena repensar o hábito de descartar no dia da captação oocitária os oócitos captados em estágio MI.