Doação de óvulos

Doação de óvulos

Muitas mulheres não conseguem engravidar com os próprios óvulos.
Dentre as causas estão a má qualidade dos óculos devido à idade avançada, ausência de ovários por cirurgias como endometriose e tumores, menopausa precoce, doenças genéticas, insucessos em tratamentos de reprodução assistida. Nestas situações a doação de óvulos está indicada.

Os óvulos são obtidos de doadoras anônimas que precisam passar pelo procedimento de estimulação dos ovários e captação dos óvulos. Segundo a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), nº 2.168/2017, a doação não poderá ter caráter lucrativo ou comercial, a doadora deve ter até 35 anos, e a escolha da doadora é de responsabilidade do médico.

Além de exames para diagnosticar possíveis doenças infecciosas na doadora como HIV, sífilis e hepatites, no Instituto VERHUM é solicitado também pesquisa para anemia falciforme e o exame de cariótipo de todas as doadoras. Estes exames têm a finalidade de identificar e descartar aquelas que teriam maior chance de formar embriões com anomalias em maior proporção.
Pelo fato da doadora ser jovem existem vários benefícios deste tipo de tratamento. A taxa de gestação é elevada, as chances de malformações e abortamentos são baixas. Em nossa publicação na revista Brasília Med 2015;52(1):1-7, evidenciamos uma alta taxa de gestação gemelar (37%). Isto porque, os embriões formados com óvulos jovens de boa qualidade têm alta capacidade de implantação.

No Brasil, de acordo com o CFM “é permitida a doação voluntária de gametas, bem como a situação identificada como doação compartilhada de oócitos em RA, em que doadora e receptora, participando como portadoras de problemas de reprodução, compartilham tanto do material biológico quanto dos custos financeiros que envolvem o procedimento de RA.” Em geral no Instituto VERHUM utilizamos a doação compartilhada de óvulos.

O tratamento para a receptora é relativamente simples. Consistem em preparar o endométrio para receber os embriões através de comprimidos e cápsulas vaginais. Em geral são realizadas 2 ultrassonografias transvaginais, uma no início do ciclo e outra para avaliar a resposta ao medicamento. Sintomas importantes são raros.