Infertilidade, tema que amedronta mulheres, é debatida no Verhum

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Cerca de 6 milhões de mulheres brasileira

s em idade fértil são acometidas pela endometriose. Uma grande parte dessas mulheres só descobre a doença quando não consegue engravidar. No sábado 25, o médico Jean Pierre Barguil Brasileiro, especialista em Reprodução Assistida e diretor do Instituto Verhum, referência em tratamentos de infertilidade, vai falar sobre o tema “Quando a paciente com endometriose pode preferencialmente ser indicada para Reprodução In Vitro”.

A conferência do médico integra a programação científica do Simpósio Endometriose: Tudo o que você precisa saber, promovido pela SGOB (Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Distrito Federal), na Associação Médica de Brasília.

Segundo o médico, a endometriose pode causar infertilidade, principalmente, em seu estágio mais avançado, quando a doença atinge as trompas, órgão que conduz o óvulo ao útero. A doença também é associada a alterações hormonais e imunológicas, que podem dificultar a gravidez. A depender do quadro, o tratamento pode ser com o uso de medicamentos hormonais ou através de procedimento cirúrgico, como videolaparoscopia (técnica de cirurgia minimamente invasiva).

A infertilidade decorrente da endometriose pode ser tratada também com a inseminação artificial, técnica de reprodução assistida que consiste na estimulação ovariana e posterior colocação do sêmen dentro da cavidade uterina através de um cateter flexível. Em casos mais avançados, quando a endometriose já atingiu vários órgãos, geralmente, a paciente precisa de uma técnica mais complexa para engravidar, como a Fertilização in Vitro (FIV).

A endometriose consiste na presença de endométrio (tecido que reveste o útero internamente e que é renovado mensalmente pela menstruação) em locais indevidos, ou seja, fora da cavidade uterina. Quando não ocorre a fecundação, o endométrio se fragmenta e é eliminado junto com o sangue menstrual, podendo migrar através da corrente sanguínea para órgãos como o ovário, intestino, apêndice, bexiga e vagina. Cólica menstrual aguda, dores pélvicas entre as menstruações, dor durante a relação sexual e infertilidade estão entre os principais sintomas da doença. As dores decorrentes da endometriose comprometem bastante a qualidade de vida da mulher.

Apesar da doença ser um dos principais fatores associados à infertilidade feminina, o especialista esclarece que nem todas as mulheres que têm endometriose são inférteis. “Quando a mulher engravida na fase inicial da doença, a progesterona, hormônio produzido em grande quantidade na placenta, age como protetor, aliviando os sintomas da endometriose. A gravidez acaba funcionando como tratamento para a doença”, explica Jean Pierre.

A endometriose é considerada uma doença da mulher moderna, que retarda a maternidade, tem menos filhos e, consequentemente, tem mais ciclos menstruais. Atualmente, a mulher menstrua em média 400 vezes ao longo da vida, quando no inicio do século passado, menstruava cerca de 40 vezes.

Além disso, a menarca (primeira menstruação) hoje acontece bem mais cedo graças ao estilo de vida, o estímulo sexual e a alimentação (uso de hormônios em alimentos). Hoje é normal a menina começar a menstruar por volta dos 11 a 12 anos de idade, antes a menarca acontecia entre os 14 e 15 anos.

A melhor forma de evitar a doença é a prevenção através de consulta ao ginecologista e exames de rotina anuais. Uma alimentação saudável e a pratica regular de atividade física também é recomendada para manutenção de uma vida reprodutiva saudável.