Live - Dúvidas em Reprodução Humana

Live - Dúvidas em Reprodução Humana

Em live realizada pelo Instituto Verhum em 28/05/2020 abordamos como tema principais dúvidas dos casais em reprodução assistida. A primeira dúvida respondida foi quando a paciente deve procurar um especialista para investigação da infertilidade. Sabemos que de acordo com a Sociedade Brasileira de Reprodução Humana casais abaixo de 35 anos sem uso de métodos contraceptivos durante 1 ano de tentativas sem sucesso devem procurar um especialista. No intervalo entre 36 e 39 anos esse intervalo diminui para 6 meses e a partir dos 40 anos a investigação é imediata.

Outro assunto abordado foi a relevância do fator idade e a importância caso a paciente deseje postergar a maternidade congelar os óvulos. A taxa de gestação irá depender totalmente da idade em que foi realizado esse congelamento. Por isso o ideal é congelar os óvulos até os 35 anos.

Dentro dos tratamentos em reprodução assistida temos a inseminação intra uterina e a fertilização in vitro. A inseminação é um procedimento de baixa complexidade em que a fertilização acontece dentro do corpo da mulher, assim como ocorreria naturalmente após uma relação sexual, não sendo necessária a coleta dos óvulos, injetando dentro do útero o sêmen pós processamento. Já a fertilização in vitro é um procedimento de alta complexidade em que o encontro do espermatozóide com o  óvulo ocorre no laboratório, já transferindo o embrião para dentro do útero.

As mulheres estão mais autossuficientes e independentes a cada dia. Nos dias de hoje, é muito comum priorizarem a carreira e postergar a maternidade, por exemplo. A ausência de um parceiro e o desejo de ser mãe têm levado um grande número de mulheres solteiras a optarem para realizar uma reprodução independente. Nesses casos devemos levar em consideração para escolha entre a  insemição e fertilização principalmente o fator idade , reserva ovariana e permeabilidade tubárea. Deve ser feita a escolha da amostra de sêmen do doador em banco nacional ou internacional.

As novas normas aprovadas pelo Conselho Federal de Medicina devem beneficiar um número maior de casais homoafetivos que desejam ter filhos biológicos. No casal homoafetivo masculino necessitamos de uma doadora de óvulos anônima e um útero de substituição que deve ser um parente de até quarto grau. Já o casal homoafetivo feminino deve-se avaliar qual a melhor via de tratamento se insemiação ou fiv e necessita da escolha de doador de sêmen em banco especializado nacional ou internacional.

Existem casos em que a paciente esteja menopausada ou tenha uma reserva ovariana extremamente baixa que não consiga utilizar os próprios óvulos para o tratamento. Podemos oferecer nesses casos, o programa de ovorecepção. É uma opção muito válida com maiores taxas de sucesso para que a mulher possa realizar o sonho de ser mãe. Entre as particularidades desse tratamento estão o sigilo absoluto da identidade da doadora e receptora; doação de óvulos de forma anônima; A doadora deve ter idade abaixo de 35 anos e deve passar por exames físicos e psicológicos.

Desta forma, enfatizamos que a idade é o principal fator a ser investigado em casais inférteis. Mas, devemos também levar em consideração a qualidade seminal, embrionária, ambiente uterino e situação das trompas para avaliar as melhores condições para o tratamento reprodutivo.